A dificuldade escolar é um enorme desafio, não só para as crianças como para toda a família, e impacta significativamente o desenvolvimento educacional e emocional dos pequenos. Por isso, é fundamental que a condição seja compreendida e tratada de maneira precoce, garantindo o desenvolvimento de uma vida escolar mais
tranquila e com o sucesso acadêmico esperado.
Neste texto, explicarei o que é dificuldade escolar, os principais sintomas, as opções de tratamento e quando procurar um neuropediatra.
Desempenho persistentemente abaixo do esperado:
Uma das primeiras indicações de que devemos nos preocupar com a dificuldade escolar é o desempenho abaixo do esperado por tempo
prolongado (6meses) em relação à idade e ao nível de série da criança.
Frustração e desmotivação:
Crianças com dificuldade escolar muitas vezes se sentem frustradas e desmotivadas em relação à escola. Elas podem evitar tarefas acadêmicas, demonstrar ansiedade em relação aos estudos e até mesmo desenvolver uma atitude negativa em relação à aprendizagem. Assim como a dificuldade escolar pode levar à desmotivação, os problemas de humor como ansiedade e depressão também podem causar dificuldade escolar, sendo importante diferenciar a causa da consequência, pois a abordagem se torna diferente.
Problemas de concentração:
Apesar do pensamento comum nos levar à falta de concentração como causa
da dificuldade escolar, muitas vezes a criança que não compreende e não
aprende o conteúdo em sala de aula também pode deixar de prestar atenção,
visto que toda atividade escolar difícil demais leva a criança a voltar sua
atenção para atividades mais fáceis, como brincadeiras e conversas paralelas. Ou seja, assim como citado anteriormente para os problemas de humor, a falta de atenção também pode ser uma consequência da dificuldade
escolar.
Dificuldades na leitura ou escrita:
Enfrentar desafios específicos em habilidades como a leitura e a escrita são comuns e muitas vezes a criança é simplesmente tomada como preguiçosa
ou desatenta para ler, não sendo estimulada adequadamente. Infelizmente
quanto mais tarde o problema é reconhecido, maior se torna o desafio para a criança alcançar o nível adequado, pois à medida que o ensino avança, todas as demais matérias necessitam de leitura e interpretação de texto, tornando o que era um problema isolado de leitura um prejuízo global do aprendizado. A dislexia, por exemplo, é um transtorno de aprendizagem que afeta especificamente a capacidade de ler com fluência e compreensão.
Dificuldades matemáticas:
Entraves na compreensão de conceitos matemáticos, como conceito de grandeza (diferenciar maior de menor), contagem de 1-20, compreensão do tempo, ou até mesmo a dificuldade em realizar cálculos simples de adição ou subtração, até resolver problemas de raciocínio lógico matemático do dia-a-dia (ex. receber troco), podem ser sinais de alerta para transtornos do aprendizado como a discalculia.
Variação no desempenho escolar:
As variações no desempenho acadêmico são normais ao longo da jornada
escolar da criança, porém devemos ficar em alerta quando mudanças além
do habitual ocorrerem, pois podem indicar a presença de problemas maiores
que devem ser investigados.
O primeiro passo ao suspeitar de dificuldade escolar é uma avaliação neuropediátrica abrangente. Um neuropediatra é especializado em identificar distúrbios neurológicos que podem contribuir para desafios de aprendizagem. Apesar da maioria dos casos parecer uma simples nota baixa, problemas muito mais sérios podem estar escondidos por detrás do desempenho acadêmico inferior, como doenças genéticas, autismo infantil,
deficiência intelectual (antigamente chamado de retardo mental), doenças neurodegenerativas e até mesmo problemas familiares.
Dependendo do diagnóstico, intervenções educacionais deverão ser recomendadas. Isso pode incluir apoio individualizado, programas de reforço e estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades específicas da criança.
O psicólogo e o psicopedagogo por sua vez serão fundamentais para lidar com as crianças que enfrentam questões emocionais e comportamentais, auxiliando a gerenciar a ansiedade, aumentar a autoestima e promovendo a melhor estratégia educacional para cada criança.
Além disso, é de fundamental importância estabelecer uma relação próxima com a escola da criança. Isso envolve uma comunicação transparente sobre as necessidades do aluno, colaboração com professores e coordenadores pedagógicos, e garantir que as adaptações necessárias sejam implementadas na sala de aula.
Uma das perguntas mais comuns feitas pelos pais e familiares é: quando é o momento de procurar um especialista?
Como neuropediatra, oriento que a intervenção precoce é essencial quando se trata de dificuldades escolares. Por isso, considere agendar uma consulta com um neuropediatra caso perceba que:
Seu filho apresenta sinais de dificuldade escolar que persistem por mais de 3-6 meses ou se o desempenho ficou muito abaixo da média.
As intervenções educacionais convencionais não estão proporcionando melhorias significativas no desempenho acadêmico.
Há preocupações específicas sobre o desenvolvimento da criança, como atrasos motores ou problemas de comunicação.
A criança demonstra sinais de ansiedade ou desmotivação em relação à escola
Há histórico familiar de transtornos de aprendizagem ou condições neurológicas.
A dificuldade escolar é um desafio multifacetado cujo tratamento pode ser eficaz caso haja uma intervenção adequada. Como neuropediatra, estou aqui para auxiliar em todas as etapas do aprendizado da criança e do adolescente, seja na identificação da causa real da dificuldade escolar,
seja no acompanhamento da criança que já está em tratamento, assim como no desenvolvimento de estratégias personalizadas para garantir que cada criança
alcance seu máximo potencial cognitivo.
Se você observar sinais de dificuldade escolar em seu filho, não hesite em procurar ajuda. O sucesso acadêmico é uma jornada que exige compreensão e apoio adequado às necessidades únicas de cada criança.
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